16 de jun de 2010

Marina Silva no segundo turno

"Será a sociedade brasileira que decidirá quem irá para o segundo turno comigo."
Essa foi uma das respostas que a candidata Marina Silva deu numa concorrida entrevista coletiva, após uma sabatina da Folha.
Veja o link para essa entrevista aqui.
Nas próximas postagens colocaremos mais links de acordo com o assunto abordado.

15 de jun de 2010

Marina Silva em entrevista no 'Roda Viva'

Mais uma entrevista da nossa candidata a presidência da República, que reproduzimos abaixo:



A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) criticou a forma como foi estabelecido o reajuste de 7,7% para os aposentados e classificou como um erro ter beneficiado setores não alinhados à produção sustentável, em anos anteriores, ao invés dos servidores inativos.
"Em 2006, fizemos empréstimos do BNDES para frigoríficos que atuam de forma completamente insustentável para a Amazônia. No meu entendimento, eu não daria esse bilhão para os frigoríficos e daria aos aposentados", disse em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira. "Não podemos ser complacentes com aqueles que não querem fazer o dever de casa", afirmou.

Marina também criticou o fato de a votação dos royalties relativos ao pré-sal não ter sido deixada para o período pós-eleitoral. Para ela, a divisão dos recursos deveria ser tributária e não política. "A responsabilidade da reforma tributária está sendo transferida para os recursos do pré-sal", disse.
Em relação a alianças com partidos que estão afastados do PV e são considerados chave para governabilidade, como o PMDB, Marina defendeu aproximação com essas legendas e disse que essas "mazelas têm a ver com a reforma política que não sai do papel". "O sociólogo não conseguiu fazer a reforma política e o operário não conseguiu fazer a reforma trabalhista", afirmou.
Corrida presidencial
Questionada sobre o apoio ao PT em um possível segundo turno, Marina voltou a falar sobre o apoio a amigos de militância política do Acre - como os petistas e irmãos Jorge (ex-governador) e Tião Viana (senador).
"Eu já estou apoiando meus companheiros do PT no Acre. Estou apoiando incondicionalmente. Na eleição presidencial, quem não está comigo são eles", disse. A candidata rebateu ainda as críticas sobre o apoio dos tucanos à candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Rio pelo PV. "Tentam o tempo todo fazer esse constrangimento e ninguém fala que estamos apoiando o PT no Acre", disse.
Ao ser perguntada sobre o apoio que o presidente Lula tem manifestado à candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, Marina alertou para o que veio chamar de "estrapolação". "Quando se é presidente da República, (...) tem que se observar a legislação eleitoral. E parece que essa animação tem sido maior", disse.
A candidata também criticou os projetos de Dilma Rousseff e José Serra (PSDB) par o Brasil, que classificou como semelhantes. "O problema com eles é a visão que têm, de gerentes. O Brasil precisa alguém que tenha estratégia", disse.
Perguntada se pretende acompanhar o jogo da Seleção Brasileira, que estreia na Copa do Mundo 2010 amanhã contra a Coreia do Norte, Marina confirmou que vai assistir a partida. "Estou confiante e pedindo a Deus que o Brasil possa ser o grande vencedor", disse.
Para a entrevista na TV Cultura, a candidata verde estava acompanhada do vice-candidato e fundador da Natura, Guilherme Leal; a colega e socióloga Neca Setubal; o coordenador de campanha e ex-secretário do Ministério do Meio Ambiente em sua gestão, João Capobianco; o presidente do PV no Rio e candidato a deputado federal, Alfredo Sirkis; e o responsável pela agenda de campanha e candidato a deputado federal pelo PV, Luciano Zica.

Marsílea Gombata Direto de São Paulo - www.terra.com.br

14 de jun de 2010

Homologadas

Aconteceu neste sábado, 12, a convenção estadual do PV RJ, onde foram homologadas as candidaturas de Fernando Gabeira, para concorrer ao governo do Estado do Rio de Janeiro, e também a do Andral Tavares Filho, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de nosso Estado.
Mais que nossa torcida, ambos precisam agora de muito empenho de amigos e simpatizantes.

10 de jun de 2010

Temos uma C a n d i d a t a !

As notícias são ótimas.
Marina Silva é confirmada como candidata do PV à presidência do Brasil.
"Que cada homem e mulher que tem fé possa rezar. Os que não tem, possam torcer para que no dia 1º de janeiro o Brasil possa ter a primeira mulher negra, de origem pobre, na Presidência do Brasil", afirmou.

Veja as matérias completas nos sites Folha, Record e Globo.
Também hoje o TSE decidiu que a lei da "Ficha Limpa" já vale para esta eleição.  Maravilha!!!
Cabe a cada um de nós, indignado com a roubalheira, o descaso, as injustiças, enfim que não estamos satisfeitos com o que tem acontecido em nossa cidade, nosso Estado ou no país, fazermos alguma coisa  para mudar o que não gostamos.
E essa mudança pode estar nas suas mãos na hora de votar.

O PV conta com aqueles que querem um Brasil melhor.

Foi Deus.

Deu no Glogo:  (veja aqui).

Eleições 2010

TRE apreende material de Garotinho em igreja

Publicada em 09/06/2010 às 23h19m
RIO - Uma operação da equipe de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) aprendeu nesta quarta-feira centenas de cartilhas "Manual feminino da cidadania", na sede da igreja Assembleia de Deus em Madureira. O material apresenta indícios de propaganda antecipada de campanha do pré-candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, e do pastor Manoel Ferreira, que deverá concorrer a uma vaga no Senado. Além de fotos, as cartilhas, com 34 páginas cada uma, fazem referências a realizações do ex-governador e do pastor.

Também foram recolhidas na sede da igreja fichas de cadastramento de fiéis, nas quais são solicitados o número do título de eleitor, zona eleitoral e local de votação. Muitos cadastros já estavam preenchidos com dados dos eleitores.
" É proibida a propaganda eleitoral dentro de igreja. Isso é uma infração, e todo o material será enviado para a Procuradoria Eleitoral, que tem a atribuição de tomar as medidas cabíveis "
Promotores do Ministério Público Eleitoral e a equipe do TRE passaram a acompanhar a distribuição das cartilhas há cerca de 20 dias. Segundo o juiz Paulo Cesar Vieira de Carvalho Filho, responsável pela fiscalização da propaganda no Rio, o material vinha sendo entregue durante os cultos da igreja.
- É proibida a propaganda eleitoral dentro de igreja. Isso é uma infração, e todo o material será enviado para a Procuradoria Eleitoral, que tem a atribuição de tomar as medidas cabíveis - disse Carvalho Filho.
O ex-governador Garotinho afirmou que conhece a cartilha, mas que não sabe quem a produziu. Manoel Ferreira não foi localizado.

Nota nossa:  Deve ter sido uma obra divina em favor da criancinha.

9 de jun de 2010

Convenção Nacional

Mobilização geral para a Convenção Nacional
Nesta quinta-feira, 10 de junho, o Partido Verde inicia a caminhada rumo à Presidência da República.
Secretaria Nacional de Comunicação
   



O Partido Verde realiza nesta quinta-feira (10/6), sua Convenção Nacional, no Espaço Brasil 21 em Brasília, para referendar os nomes de Marina Silva e Guilherme Leal para a disputa da Presidência da República nas eleições 2010.

A Convenção Nacional 2010 marcará a confirmação do projeto verde, iniciado em reunião da Executiva Nacional em março de 2009, quando o Presidente Nacional, José Luis Penna, afirmou que o Partido deveria ser preparar para ter candidaturas próprias em todo o país

A tese de que os verdes haviam se transformado num alternativa política real no cenário brasileiro, dominou as discussões durante a Convenção Nacional de 2009 e foi confirmada na reunião da Executiva Nacional em abril de 2009, quando ficou decidido o lançamento de uma candidatura presidencial verde para as eleições 2010, reconhecendo que as duas forças que polarizam o debate da sucessão presidencial não representavam uma mudança substancial no modelo de desenvolvimento econômico.

A partir daí, dirigentes do Partido Verde começaram um processo de entendimento com Marina Silva, que culminou na filiação da Senadora acriana no histórico dia 30 de agosto de 2009.

E agora os verdes se preparam para fazer história na política brasileira, apresentando uma candidatura presidencial consistente e competitiva, para ousar desconstruir o processo falsamente polarizado das eleições 2010.

O evento será transmitido ao vivo, a partir das 10h, pela TV do PV.

Todo mundo lá, os verdes estão chegando!

Obs.: retirado de www.pv.org.br
Mobilização geral para a Convenção Nacional
Nesta quinta-feira, 10 de junho, o Partido Verde inicia a caminhada rumo à Presidência da República.
Secretaria Nacional de Comunicação
   



O Partido Verde realiza nesta quinta-feira (10/6), sua Convenção Nacional, no Espaço Brasil 21 em Brasília, para referendar os nomes de Marina Silva e Guilherme Leal para a disputa da Presidência da República nas eleições 2010.

A Convenção Nacional 2010 marcará a confirmação do projeto verde, iniciado em reunião da Executiva Nacional em março de 2009, quando o Presidente Nacional, José Luis Penna, afirmou que o Partido deveria ser preparar para ter candidaturas próprias em todo o país

A tese de que os verdes haviam se transformado num alternativa política real no cenário brasileiro, dominou as discussões durante a Convenção Nacional de 2009 e foi confirmada na reunião da Executiva Nacional em abril de 2009, quando ficou decidido o lançamento de uma candidatura presidencial verde para as eleições 2010, reconhecendo que as duas forças que polarizam o debate da sucessão presidencial não representavam uma mudança substancial no modelo de desenvolvimento econômico.

A partir daí, dirigentes do Partido Verde começaram um processo de entendimento com Marina Silva, que culminou na filiação da Senadora acriana no histórico dia 30 de agosto de 2009.

E agora os verdes se preparam para fazer história na política brasileira, apresentando uma candidatura presidencial consistente e competitiva, para ousar desconstruir o processo falsamente polarizado das eleições 2010.

O evento será transmitido ao vivo, a partir das 10h, pela TV do PV.

Todo mundo lá, os verdes estão chegando!

8 de jun de 2010

É pública ou p r i v a d a ?

Retiramos do blog Planície Lamacenta um questionamento sério feito por olhos atentos.

Interesses cruzados no esgoto da planície.

Ora vejam vocês meus caros amigos e amigas que estive hoje cedo no Parque Santo Amaro, ali na rua Maron B. Buechen.

Curioso como eu sou, vi um caminhão da EMHAB esatcionado em frente a uma Estação de Tratamento da Águas do Paráiba.

Como não sabia se era uma elevatória de água, ou tratamento de efluentes(esgoto), parei para alimentar minha curiosidade: Afinal, o que um caminhão oficial e público faz em uma empresa privada? Bom, se fosse apenas uma visita técnica ou de cortesia, tudo bem, mas o caminhão estava com um tubo conectado, penso eu, a estação, e de lá de dentro, um rapaz com EPI(equipamento de proteção individual)apropriado para evitar contaminação biológica e coliformes(macacão branco, máscara e luvas).
O cheiro era inconfundível, e logo conclui que era um "caminhão-fossa".
Todos os operadores, o motorista, todos vestiam uniformes da empresa privada, e controlavam a operação realizada pelo caminhão.

Eu pergunto mais uma vez: O contrato de concessão prevê que os bens públicos sejam utilizados na execução do serviço pelo qual a empresa Águas do Paraíba cobra da população?
Ou seja, cobra e usa o dinheiro público? Ganha lá, e cá também?

Ora se esse for o caso, eu gostaria que a concessão fosse novamento colocada em pauta de licitações, pois eu montaria "uma empresa", pegaria dinheiro do BNDES, do FUNDECAM, enfim, todo din-din público disponível(e sempre o há, quando so argumento$ $ão "convincentes"), e depois utilizaria o bem público para prestar o serviço, cobrando da população. Não é um negoção? Melhor que isso, só empurrar bêbado da ladeira.

Mas esperem aí, isso não seria peculato?

Esse é um retrato fiel da mistura dos interesses até no esgoto dessa planpicie de lama.

Ah, antes que eu esqueça, os dados, os indefectíveis dados que recolhi, na ausência de imagem:
Mercedez Benz, modelo L1620 Truck, cor branca, placa KYL-1356.

Marina e o etanol

Reproduzimos abaixo uma matéria feita no site www.terra.com.br, que diz respeito à Marina Silva
 
Marsílea Gombata
Direto de São Paulo

A pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV) criticou a bancada ruralista, durante a entrega do "1º Prêmio Top Etanol" realizado nesta segunda-feira (7) em São Paulo. "No congresso, quando nos estávamos discutindo como resolver o desafio da reserva legal, ouve oposição por parte da bancada ruralista", afirmou a verde.

Durante seu discurso, Marina disse que o etanol brasileiro pode fazer um "resgate histórico e social, conjugado com o meio ambiente". Ela ressaltou que o processo de produção de etanol no Brasil carece de modernização. "Não podemos continuar fazendo essa oposição entre meio ambiente e desenvolvimento. O nossos produtos também podem ser preferidos pelo valor ético, ambiental."

A ex-ministra do meio ambiente lembrou que quando tentou aliar a área de preservação ambiental com reserva legal, o que chama de "conectividade", o projeto foi vetado e acabou sendo inviabilizado. "Precisamos de reforços para corrigir os erros do passado". Ela ainda destacou o plano de desmatamento, quando esteve a frente do ministério, que reduziu o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados para 7 mil.

Marina resaltou que o desafio atualmente é poder dizer: "o álcool brasileiro continua promissor (...) e o desmatamento caindo". Ela ainda afirmou que era importante que todos saíssem "comprometidos com uma agenda que leve ao desenvolvimento ambiental".

Marsílea Gombata
Direto de São Paulo
A pré-candidata à presidência da República Marina Silva (PV) criticou abancada ruralista, durante a entrega do "1º Prêmio Top Etanol" realizado nesta segunda-feira (7) em São Paulo. "No congresso, quando nos estávamos discutindo como resolver o desafio da reserva legal, ouve oposição por parte da bancada ruralista", afirmou a verde.
Durante seu discurso, Marina disse que o etanol brasileiro pode fazer um "resgate histórico e social, conjugado com o meio ambiente". Ela ressaltou que o processo de produção de etanol no Brasil carece de modernização. "Não podemos continuar fazendo essa oposição entre meio ambiente e desenvolvimento. O nossos produtos também podem ser preferidos pelo valor ético, ambiental."
A ex-ministra do meio ambiente lembrou que quando tentou aliar a área de preservação ambiental com reserva legal, o que chama de "conectividade", o projeto foi vetado e acabou sendo inviabilizado. "Precisamos de reforços para corrigir os erros do passado". Ela ainda destacou o plano de desmatamento, quando esteve a frente do ministério, que reduziu o desmatamento de 27 mil quilômetros quadrados para 7 mil.
Marina resaltou que o desafio atualmente é poder dizer: "o álcool brasileiro continua promissor (...) e o desmatamento caindo". Ela ainda afirmou que era importante que todos saíssem "comprometidos com uma agenda que leve ao desenvolvimento ambiental".

Chapa branca

O bom programa Página Aberta que é exibido pela Rádio Educativa de Campos, aderiu definitivamente à chapa branca.
Antes havia um certo disfarce no apoiamento ao governo municipal, do qual faz parte um dos integrantes, o Jorge Luiz, mas mesmo assim, tinhamos a presença semanal do Secretário e eterno defensor do casal de governantes, Suledil Bernardino.

Com os ataques mais contundentes que o governo passou a sofrer e a cassação (sem efeito prático) da prefeita, aconteceu uma enorme presença governamental no programa.
A prefeita ficou mais de meia hora além do horário habitual do programa, e outros Secretários e defensores tem sido especialmente escalados para defender o governo.
Hoje tivemos o secretário Paulo Hirano que parece (apesar do cargo) não saber da porcaria que virou a saúde em Campos. Não que fosse boa, mas, todos vemos que piorou.

7 de jun de 2010

Sustentabilidade

Está acontecendo um importante evento de iniciação científica na Uenf, que ainda envolve o IFF e a UFF Campos, cujo tema é "Florestas tropicais como modelo de desenvolvimento sustentável?" O evento vai até o próximo dia 10 com uma extensa programação que pode ser vista aqui.
A palestra de abertura foi proferida pelo Julio Francisco Dantas de Rezende, que entre outras coisas é presidente do Instituto de Inovação e Sustentabilidade.

Encontro da Juventude

Acontecerá nos próximos dias 11, 12 e 13 próximos o promissor  Encontro Nacional da Juventude com Marina Silva.
O PV de Campos deverá se fazer presente.
Veja  aqui mais detalhes como Programação, Inscrição etc

5 de jun de 2010

Cheque especial

Se os recursos naturais da Terra fossem o saldo de uma conta bancária, a humanidade já estaria usando o cheque especial para sobreviver, gastando 45% a mais do que seu "salário" permite.
Essa é a mensagem central do conceito de pegada ecológica, criado para estimar, com números, o quanto o padrão de vida moderno se tornou insustentável diante das possibilidades finitas que o planeta tem de fornecer água, alimentos e energia. 
Veja a reportagem completa na folha on-line aqui.

4 de jun de 2010

Entrevista do presidente do PV local

Reproduzimos abaixo a íntegra da entrevista concedida pelo presidente do PV de Campos, Andral Tavares Filho, à Folha da Manhã:

Andral confirma pré-candidatura à Alerj
Por Aluysio, em 04-06-2010 - 16h16

Filiado ao Partido Verde (PV), o advogado Andral Tavares Filho confirmou sua pré-candidatura à Assembléia Legislativa nas eleições de outubro. Em entrevista ao blog, Andral analisa as candidaturas de Fernando Gabeira, ao Governo do Estado; e de Marina Silva, à Presidência da República; e fala da necessidade de renovação do quadro político de Campos.
Blog – Está confirmada sua candidatura para deputado estadual?

Andral – Hoje sou um pré-candidato, aguardando a Convenção que decidirá quais serão os candidatos a deputado Estadual e Federal do Partido Verde, e que está prevista para acontecer no próximo dia 12, no Rio. Estou confiante em ser um dos escolhidos e empolgado com a possibilidade de poder defender um modo diferente de fazer política.

Blog – O PV não vai coligar na proporcional. No seu ponto de vista, isso ajuda ou atrapalha seus candidatos à Alerj e Câmara?

Andral – Ajuda. Nas eleições anteriores, o PV se coligou e acabou elegendo menos candidatos a deputado do que elegeria se tivesse corrido só. Hoje o time de pré-candidatos do PV à Assembléia Legislativa é formado por pessoas com uma boa imagem e reputação junto às suas comunidades, mas sem estrelas, o que é animador, pois vai permitir uma disputa saudável e equilibrada entre nós, com boas chances para todos.

Blog – Em visita recente a Campos e à Folha, o Roberto Rocco falou na possibilidade do PV de eleger entre cinco a seis deputados estaduais. Não é uma expectativa otimista demais? Por quê? Com que perspectiva você trabalha?

Andral – É um otimismo perfeitamente justificado pelo momento, que mostra um PV em franco crescimento no país e, sobretudo, no Rio, aprofundando cada vez mais seus laços sinceros com a sociedade. O Rocco, por sua larga experiência política e partidária, faz um relato muito lúcido do histórico eleitoral do PV desde a sua criação, em 1986, até os dias atuais. Qualquer um que se debruce sobre os dados apresentados percebe que a cada eleição o PV aumenta significativamente o número de candidatos eleitos, numa linha nitidamente ascendente que se confirmará nesta e nas futuras eleições.

Blog – O Rocco também disse que 30 mil votos assegurariam uma eleição tranqüila para um candidato do PV à Alerj, muito embora tenha ressalvado chances de conquistar mandato até quem consiga fazer 15 mil. Em sua opinião, quantos votos seriam necessários para você se eleger e quantos pretende fazer?

Andral – Eu prefiro não mirar em números, embora a previsão do Rocco nos mostre um objetivo possível de se alcançado.  Nossas projeções são animadoras e as propostas que levaremos ao eleitorado representarão uma alternativa concreta de mudança. Escolhido como candidato pela Convenção vou trabalhar com muito entusiasmo para honrar aqueles que decidiram me apoiar.

Blog – Como está sua articulação para conseguir votos também fora de Campos? Como está estruturado o partido nos municípios do Norte e Noroeste Fluminense, além da Região dos Lagos?

Andral – Vários contatos e sondagens têm sido feitas e, pelas respostas que temos obtido, acredito que o apoio será significativo. Não há dúvida de que o PV, pela seletividade que imprime em suas escolhas de representantes locais, tem uma velocidade mais cautelosa na sua estruturação, mas é bom que seja assim para manter afastados os que queiram se utilizar do partido para fins que não sejam nobres. No geral podemos dizer que a estruturação nas regiões mencionadas é boa e em franco crescimento, além do que a candidatura também ajudará a acelerar esse processo.

Blog – Quem você apoiará para deputado federal?

Andral – A executiva local tem recebido inúmeras abordagens de pré-candidatos a deputado federal buscando a chamada dobradinha conosco. Esse interesse é um bom sinal mas é prematuro tomar uma decisão neste instante. Embora a concorrência por uma vaga para deputado estadual seja maior, o numero de pré-candidatos a deputado federal já supera com larga margem o número de vagas existentes. Por isso, é mais prudente esperarmos a convenção e a confirmação dos candidatos para então tomarmos uma decisão.

Blog – Fala-se que o PSDB em Campos poderá apoiar sua candidatura, numa espécie de aliança “branca”. Isso é verdade?

Andral – O PSDB é aliado do PV para fazer do Gabeira o próximo Governador do Estado do Rio de Janeiro. Embora não exista coligação para a proporcional, existe afinidade entre nós, e eu próprio saí do PSDB para ingressar no PV, deixando amigos lá. É verdade que tenho recebido mensagens de incentivo de lideranças destacadas do PSDB, o que me honra muito, mas não é menos verdade que não existe a tal aliança branca e esse assunto jamais foi conversado com o presidente local do PSDB, com quem, aliás, não converso há mais de um ano.

Blog – E para o Senado? Com a coligação na majoritária, a tendência é mesmo apoiar César Maia do DEM e Marcelo Cerqueira do PPS? A vereadora carioca Aspásia Camargo ficará mesmo sem espaço no PV para se lançar à senadora?

Andral – A última notícia que recebi sobre o assunto dizia que estava definido que a vereadora Aspásia Camargo não concorreria ao Senado representando o PV.  Pela proximidade da Convenção não creio que isso se altere. Trata-se de uma pessoa muito preparada para o cargo mas as costuras feitas para formar a aliança que tem Gabeira na ponta de um projeto político acabaram por inviabilizar a candidatura dela, o que é uma pena.

Blog – Falando da maneira mais pragmática possível, quais são as chances reais de Fernando Gabeira para governador e Marina Silva para presidenta? Sobretudo em relação à última, o que está faltando para que ela explore melhor a considerável fatia do eleitorado que sempre busca uma terceira via?

Andral – Como a campanha ainda não começou, tenho muita confiança num desempenho excepcional de ambos. Gabeira, para não me estender na resposta, por pouco não se elegeu prefeito do Rio, e isso fazendo uma campanha não-convencional, fugindo de materiais como panfletos e placas e tendo que enfrentar manobras desleais contra sua candidatura. Gabeira, que começou as eleições em 6º lugar, com apenas 4% das intenções de voto, foi ao segundo turno e por pouco não é o prefeito do Rio. Acho que essa performance o credencia como forte candidato na disputa ao governo do estado. Marina, por sua vez, vai ser a candidata da esperança, dos sonhos de muitos brasileiros, e já aparece entre 10% e 12% das intenções de voto, o que é muito significativo. É uma mulher espetacular, que conhece como poucos o Brasil e é respeitada no mundo todo, tendo sido considerada pelo jornal britânico The Guardian como uma das 50 pessoas que podem ajudar a salvar o planeta, sendo a única latino-americana na lista. Vai ser uma honra pedir votos para ela.

Blog – A inelegibilidade de Garotinho ajuda ou atrapalha Gabeira? Advogado com considerável experiência em legislação eleitoral, você acha que a condenação do ex-governador se confirmará ou será revista?

Andral – Matematicamente, a possibilidade da saída de um candidato do potencial eleitoral do ex-governador ajuda a candidatura do governador Sérgio Cabral. Mas isso não nos abate, ao contrário, nos estimula, pois é concreta a performance espetacular do Gabeira na eleição para prefeito do Rio. Sobre a reversão da condenação imposta à prefeita e ao ex-governador, não há dúvida de que os fatos que ensejaram a decisão do TRE são graves, de modo que a manutenção da decisão tem efetiva possibilidade de acontecer, embora em se tratando de decisão judicial o prudente seja esperar o apito final.

Blog – Publicado na Folha impressa no último domingo, dia 30, e repercutido pelo blog no dia seguinte, o artigo de Aluysio Barbosa, intitulado “É hora de mudar”, causou bastante impacto. Nele o velho jornalista identifica a necessidade de novos rumos aberta pela condenação de Garotinho, Rosinha, Arnaldo e Mocaiber, no último dia 27. Concorda com essa análise? Em caso afirmativo, o que o PV e outros partidos como PT, PSDB, PC do B, PPS e PCB têm feito para aproveitar essa chance? Por que vocês não mantêm reuniões periódicas para montar uma agenda conjunta?

Andral – Considero o artigo uma análise lúcida de como se encontra o município do ponto de vista do nó-cego político que vivemos aqui. É hora de mudar, assino embaixo. E é por esse motivo que minha candidatura está colocada, com o compromisso de trabalhar por essa mudança. Sobre a convergência entre os partidos mencionados por você, não tenho dúvidas de que já existe entre nós a afinidade da mudança, a qual aflorará depois das eleições de 2010, visando 2012, ou até mesmo antes, caso a Justiça Eleitoral confirme novas eleições em Campos.

http://www.fmanha.com.br/blogs/opinioes/
http://www.fmanha.com.br/blogs/opinioes/

3 de jun de 2010

Algumas propostas

O globo traz algumas propostas de Marina Silva para a área social
Por Thiago Guimarães  (http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010)
'Não há rompimento com a atual política social', disse a pré-candidata.
Senadora elogia Bolsa Família e defende 'transição' para inclusão produtiva.
A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, apresentou nesta quinta-feira (3) o núcleo de suas propostas para a área social.
A plataforma de Marina é centrada no aprimoramento de iniciativas já existentes, como o Bolsa Família, o principal programa social do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Não há rompimento com a atual política social", disse a pré-candidata.
"Não adianta mandar uma única cesta de oportunidades para todas as famílias. Não adianta fazer a mesma cesta para uma família que vive no morro do Alemão e uma que vive no Acre. Cada família receberá uma cesta diferente, adequada a ela", disse o economista.
O atendimento às famílias seria feito pelos chamados agentes de desenvolvimento familiar, eixo da proposta. Esses agentes identificariam as necessidades das famílias, encaminhando-as para outros programas sociais, como cursos profissionalizantes e de capacitação de mão-de-obra.
Uma das propostas é que a família inserida num Cadastro Único teria um acompanhamento profissional para decidir sobre quais programas sociais iria aderir.
Veja a matéria completa aqui.
O globo traz algumas propostas de Marina Silva para a área social
Por Thiago Guimarães  (http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010)
'Não há rompimento com a atual política social', disse a pré-candidata.
Senadora elogia Bolsa Família e defende 'transição' para inclusão produtiva.
A pré-candidata do PV à Presidência, Marina Silva, apresentou nesta quinta-feira (3) o núcleo de suas propostas para a área social.
A plataforma de Marina é centrada no aprimoramento de iniciativas já existentes, como o Bolsa Família, o principal programa social do governo Luiz Inácio Lula da Silva. "Não há rompimento com a atual política social", disse a pré-candidata.
"Não adianta mandar uma única cesta de oportunidades para todas as famílias. Não adianta fazer a mesma cesta para uma família que vive no morro do Alemão e uma que vive no Acre. Cada família receberá uma cesta diferente, adequada a ela", disse o economista.
O atendimento às famílias seria feito pelos chamados agentes de desenvolvimento familiar, eixo da proposta. Esses agentes identificariam as necessidades das famílias, encaminhando-as para outros programas sociais, como cursos profissionalizantes e de capacitação de mão-de-obra.
Uma das propostas é que a família inserida num Cadastro Único teria um acompanhamento profissional para decidir sobre quais programas sociais iria aderir.

Reciclagem de óleo de cozinha

Transcrevemos abaixo, uma reportagem de Eduardo Geraque, da Folha on-line que é bastante interessante sob o ponto de vista ambiental. Aliás a Uenf, no recem acontecido evento de Economia Solidária também tratou do assunto, dentre outros.

A reciclagem de óleo de cozinha em Cerqueira César, bairro central de São Paulo, baixou em 26% o número de casos de entupimento na rede de esgoto da região entre 2008 e 2009.
Iniciado há três anos, o programa de reaproveitamento tem a adesão de 1.500 dos 1.600 prédios do bairro.
Nesse projeto, os prédios recolhem os restos da fritura nas casas e entregam o material para reciclagem.
Segundo a Sabesp, os pedidos para desobstrução de dutos caíram de 727 para 539.
Além disso, sem tanta gordura descendo pelos ralos, a tubulação de esgoto do próprio prédio fica mais limpa.
O custo geral de um condomínio com serviços de desentupimento chega a cair 50%, estimam as organizações que coletam o óleo.
Waltemir Munhoz, síndico de um prédio na alameda Franca, usa o ganho individual para incentivar a participação na reciclagem.
"Quem faz a reciclagem não tem mais problemas com entupimento de pias." Ele cita ainda o ganho ambiental: "O óleo, quando vai para a rede, acaba servindo de alimento para ratos e baratas".
Célia Marcondes, presidente da Associação de Moradores de Cerqueira César, relata que os zeladores do prédio estão felizes. "Eles dizem que o problema deles, de desentupir a pia das madames, acabou."
Marcondes liderou, em 2007, o programa de reciclagem intensiva no bairro, que depois ganhou a adesão da Sabesp e da prefeitura. Mais tarde, ela criou a associação Ecóleo para divulgar o projeto para outras cidades.
"Em muitos lugares, essa é uma oportunidade para que postos de trabalho possam ser abertos", diz. "Existem pessoas que coletam milhares de litros de óleo porta a porta e depois revendem."
Hoje, o litro, em São Paulo, é vendido a cerca de R$ 0,90.
Asfixia de peixes
O dano ambiental do óleo ocorre porque muitas pessoas tentam fugir do problema do entupimento. Elas jogam o óleo em vasilhames na rede de água da chuva ou diretamente na terra. Todo o resíduo vai parar em lagos, represas, rios e mares.
"O impacto do óleo no tratamento da água potável é nenhum. Mas, no ambiente, ele pode poluir e matar uma série de organismos", diz Marcelo Morgado, assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp.
Segundo o dirigente, apesar da exigência da lei, muitos prédios e casas de São Paulo não têm a caixa de gordura, instalação que evita que o óleo jogado fora chegue à rede da companhia.
http://www1.folha.uol.com.br
A reciclagem de óleo de cozinha em Cerqueira César, bairro central de São Paulo, baixou em 26% o número de casos de entupimento na rede de esgoto da região entre 2008 e 2009.
Iniciado há três anos, o programa de reaproveitamento tem a adesão de 1.500 dos 1.600 prédios do bairro.
Nesse projeto, os prédios recolhem os restos da fritura nas casas e entregam o material para reciclagem.
Segundo a Sabesp, os pedidos para desobstrução de dutos caíram de 727 para 539.
Além disso, sem tanta gordura descendo pelos ralos, a tubulação de esgoto do próprio prédio fica mais limpa.
O custo geral de um condomínio com serviços de desentupimento chega a cair 50%, estimam as organizações que coletam o óleo.
Waltemir Munhoz, síndico de um prédio na alameda Franca, usa o ganho individual para incentivar a participação na reciclagem.
"Quem faz a reciclagem não tem mais problemas com entupimento de pias." Ele cita ainda o ganho ambiental: "O óleo, quando vai para a rede, acaba servindo de alimento para ratos e baratas".
Célia Marcondes, presidente da Associação de Moradores de Cerqueira César, relata que os zeladores do prédio estão felizes. "Eles dizem que o problema deles, de desentupir a pia das madames, acabou."
Marcondes liderou, em 2007, o programa de reciclagem intensiva no bairro, que depois ganhou a adesão da Sabesp e da prefeitura. Mais tarde, ela criou a associação Ecóleo para divulgar o projeto para outras cidades.
"Em muitos lugares, essa é uma oportunidade para que postos de trabalho possam ser abertos", diz. "Existem pessoas que coletam milhares de litros de óleo porta a porta e depois revendem."
Hoje, o litro, em São Paulo, é vendido a cerca de R$ 0,90.
Asfixia de peixes
O dano ambiental do óleo ocorre porque muitas pessoas tentam fugir do problema do entupimento. Elas jogam o óleo em vasilhames na rede de água da chuva ou diretamente na terra. Todo o resíduo vai parar em lagos, represas, rios e mares.
"O impacto do óleo no tratamento da água potável é nenhum. Mas, no ambiente, ele pode poluir e matar uma série de organismos", diz Marcelo Morgado, assessor de meio ambiente da presidência da Sabesp.
Segundo o dirigente, apesar da exigência da lei, muitos prédios e casas de São Paulo não têm a caixa de gordura, instalação que evita que o óleo jogado fora chegue à rede da companhia.
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2 de jun de 2010

Ministra do TSE nega pedido de multa contra Marina Silva

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy Andrighi, negou nesta quarta-feira (2) o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que a pré-candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República, Marina Silva, fosse multada.
O Ministério Público Eleitoral pode entrar com recurso para que a decisão da ministra seja revista pelo plenário da corte.
Marina é acusada de se beneficiar de propaganda eleitoral antecipada no dia 111 de maio, durante cerimônia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em que recebeu o título de cidadã honorária do estado. No local do evento, havia uma faixa com a frase “Marina é a cara do Brasil”.
A ministra entendeu que uma faixa fixada na entrada da assembleia não “atrai por si só a responsabilidade da pré-candidata” e que o MPE não comprovou que Marina tinha conhecimento prévio da propaganda.

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Entrevista com Marina Silva

No site do IG há uma entrevista da pré-candidata Marina da Silva, que transcremos abaixo.
Ela expõe seus posicionamentos com relação a pontos polêmicos como liberalização da maconha, gasamento gay, aborto etc.

"Problema do Brasil é falta de elite", diz Marina
Pré-candidata do PV à Presidência falou ao iG na manhã desta terça-feira

iG São Paulo | 01/06/2010 18:22

Nascida em uma família de seringueiros no interior do Acre e alfabetizada somente aos dezesseis anos, a senadora Marina Silva (AC), pré-candidata do PV à Presidência da República, diz rejeitar o discurso tradicional da esquerda de que o problema do Brasil está na “elite”. “Tenho que fazer uma crítica, porque a gente, que é de esquerda, passou muito tempo dizendo que o problema do Brasil era a elite, a elite, a elite. Hoje, eu entendo que o problema do Brasil é a falta de elite”, afirmou Marina ao iG. “Elite é quem tem uma visão estratégica do Brasil.”

Marina, que visitou a redação do iG nesta terça-feira, relembrou o tempo em que atuou ao lado do seringueiro Chico Mendes. “O Chico Mendes, por exemplo, era elite. Entendeu que tinha outro jeito de explorar a riqueza da floresta. Elite não eram aqueles barranqueiros de rio”, acrescentou.





A pré-candidata relembrou os motivos que a levaram a trocar o PT pelo PV, como a discordância com a política do governo Lula para a área ambiental. Alegando que "há vida após o PT", ela negou que tenha dificuldade em assegurar a montagem de um palanque forte em alguns Estados como o Rio de Janeiro, onde o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) se lançou ao governo com apoio do pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, José Serra.

Acompanhada na visita pelo vice Guilherme Leal, Marina prometeu uma "campanha modesta" ao falar sobre as perspectivas de arrecadação e seu relacionamento com o empresariado. Tratou ainda de temas como o apoio do público jovem, o impacto de sua religiosidade na campanha e da ideia de criar uma Constituinte exclusiva para a realização de grandes reformas estruturais.Também elencou propostas de governo para áreas como educação, segurança e saúde. E, entre as promessas para o caso de vencer as eleições, assegurou que combaterá o fisiologismo e o pragmatismo que atingem os partidos brasileiros, entre eles sua própria legenda.

 Governo Lula e política ambiental

“Dentro do governo, você tem pessoas e gestores públicos que estão completamente aliados a esta agenda. Mas é claro que existem outros que estão na posição contrária. Eu, por exemplo, tinha muita dificuldade com o ministro Mangabeira Unger, com o ministro [Reinhold] Stephanes, em alguns aspectos. E a ministra Dilma [Rousseff] coordenava o processo e, de alguma forma, o pensamento dela era acolher ali a maioria dos ministros. E a decisão final era do presidente Lula. Então, essa diversidade da sociedade existe também no governo e não tinha como ser diferente. A diferença que é nos estamos propondo para a sociedade, um acordo social e fazendo já essa discussão num processo eleitoral, para que estejamos comprometidos majoritariamente com essa transformação. Acho que seria uma grande perda de tempo passarmos uma eleição, em 2010, no inicio do século 21, discutindo as mesmas coisas para obtermos os mesmos resultados, quando o mundo todo está discutindo outras coisas e já alcançando novos resultados”

“Os grandes projetos foram licenciados na minha gestão. Eu não tinha como principio retardar os empreendimentos. Eu tinha como princípio licenciar os empreendimentos da forma correta. E foram licenciados os mais difíceis: hidrelétrica do Madeira, do Rio São Francisco, BR-163; só pra citar os mais difíceis. É óbvio que, comigo, não teria uma licença como tivemos em Belo Monte"


“Quando você age na gestão pública com o principio da probidade, da impessoalidade, da constitucionalidade, você faz aquilo que eu disse: ‘perco o pescoço, mas não perco o juízo’. Porque, depois, a sociedade vai cobrar e vai cobrar caro. E deve cobrar caro”

“Eu não daria uma licença por pressão política. Se eu tenho alguém da área técnica que está dizendo que o problema não está resolvido, então eu obrigo esse técnico a dar a licença? O presidente Lula nunca fez isso comigo"



PV nos Estados e relação com Fernando Gabeira

“Eu não percebi, para ser bem sincera, em nenhum lugar do Brasil, qualquer militante ou filiado do PV que seja contrário a esta candidatura. O que existe é uma visão de que as políticas de alianças, em algum contexto, não levam a prejuízos à candidatura majoritária. Na opinião da direção nacional, favorece mais se tivermos candidatura própria [nos Estados]. É isso que está sendo debatido com essas direções. Não existe essa história de que há pessoas que têm divergências com a candidatura”

“Eu vou falar sobre a questão de amizade e respeito que eu tenho com o Gabeira. Seria injustiça se eu mordesse essa isca de que o Gabeira é um traíra, que está fazendo isso e aquilo. Não seria justo com ele, com a biografia dele e com o esforço que ele fez para que eu me filiasse ao PV, com o esforço que ele tem feito para viabilizar o palanque dele, com o Democratas e o PSDB apoiando e, ao mesmo tempo, ele dizendo, muito transparentemente, que me apoia. Não é porque as coisas aparecem nas manchetes que eu vou acreditar nelas em lugar de acreditar e não no que está sendo produzido na prática, na política real”

“Essa a historia dos cartazes pode ser ampliada com a lupa que quiseram. Mas, na verdade, havia um entendimento de que não haveria cartazes, nem da Marina e nem do Serra. E uma comunidade muito simples trouxe os cartazes. E o entendimento é de que já que haveria para um, não haveria para o outro. Se formos olhar para os fatos e não carregar nas versões é possível ver que há menos problemas do que a nossa vã filosofia pode imaginar”


Arrecadação e relação com o empresariado

“O empresariado de vanguarda já está inteiramente alcançado. É só ver a importância que tem o Guilherme [Leal] como meu vice. Há um grande número de pessoas, que, como ele, não têm essa visão de opor meio ambiente e desenvolvimento, como se fossem corpos estranhos. Pelo contrário, são pessoas que aprenderam que a integração dessas duas coisas favorece tanto ao seu negócio, quanto à visão de que eles têm de contribuir com um mundo melhor [...]. Acho que aqueles que fazem um discurso atrasado, de opor meio ambiente e desenvolvimento, prestam um grande desserviço. E uma boa parte já compreendeu que este discurso não serve”

“Temos que desmistificar essa coisa de ver o Guilherme como uma fonte de recursos. Ele está neste lugar pela contribuição que ele dá, pela pessoa que ele é. É o empresariado de vanguarda no Brasil, por isso ele está aqui. Nossa campanha será modesta, com cidadania. Não sei o valor. Não vamos nos equiparar a outros partidos. Vamos ter cidadania para fazer a campanha com dignidade, mas modesta”


Religião

“Eu nunca fiz isso [usar o fato de ser evangélica para obter votos] quando era católica. Nem vou fazer como evangélica. Agora, as identidades aparecerão. Se eu fosse artista e você me perguntasse se vai usar o fato de ser artista, isso viria naturalmente, com certeza. Se eu sou acadêmica e sou respeitada, isso viria naturalmente. As pessoas vão se identificar, eu vou tratá-las como cidadãs que são. Não posso privar a comunidade cristã e evangélica de se aproximar de mim pela identificação que tem. Isto seria lhes subtrair o direito democrático, assinado na Constituição. O que eu posso dizer é que não vou

satanizar os outros candidatos, como já vi fazerem com o Lula. De dizer que ele era isso e aquilo. Isso não condiz com a minha atitude e os valores éticos que eu defendo. O Deus que me ama é o Deus que ama o Serra e que ama gente que vota na Dilma ou que não vota em ninguém. Vou falar da fé que eu tenho. Eu me reúno com pastores, sim. Mas nos lugares adequados para conversar com eles. Me reúno com padres, acadêmicos, empresários. Não vamos criar dois pesos e duas medidas”


Apoio dos jovens

“É possível fazer política, não apenas pelo calculo pragmático de quem tem mais dinheiro, de quem tem mais palanque, de quem aposta em projetos de poder pelo poder. É isso que faz com que eles [jovens] se mobilizem. Eu já me mobilizei por isso. Lula me fez andar nos rios mais distantes, nos lugares mais

íngremes, com malária e tudo o que você pode imaginar, acreditando nesse sonho. E chegamos até aqui. A juventude não é pragmática, é sonhadora e tudo que fizemos na prática é pelo seu sonho”


Pragmatismo e fisiologismo da política

“Eu não estou dizendo que os membros do PV são perfeitos. Assim como os do PT não são, ou do PSDB. Mas todos do PV não são imperfeitos. Cometem erros? Devem cometer. Eu cometo muitos erros. Mas talvez esses a que vocês se referem não cometemos. Existe uma qualidade política neste país que não pode ficar refém de acusações contra o PV, PSDB ou PT. Ou a gente luta por isso ou então tem que se aposentar. Estou há 30 anos acreditando que não é assim”

“Já estamos combatendo [o fisiologismo no PV]. Quando nós assumimos que quem for julgado em segunda instância não terá legenda no partido já foi uma boa sinalização. Essa é uma coisa positiva. [...] De uma coisa eu tenho clareza: de que, assim como o PT, partido que do qual eu estava saindo, não era perfeito, o PV também não é. Isso não significa que eu não vou combater esses erros, tanto dentro do meu próprio partido, quanto na sociedade”

“O que precisamos é fazer um realinhamento histórico entre o PT e o PSDB. Isso eu não estou dizendo agora porque eu sou candidata. Quando eu nem pensava em ser candidata e eu escrevi um dos meus primeiros artigos na Folha de S. Paulo tratando disso. [...] Não deu certo [neste governo] porque o PT quis governar sozinho e ficou refém do fisiologismo do PMDB. O PSDB tentou governar sozinho e ficou refém do fisiologismo do Democratas. Se tivéssemos conversado, talvez tivéssemos qualificado melhor a base de sustentação”

“Eu acho que o Zequinha [Sarney] não pode ser confundido com seu pai [o presidente do Senado, José Sarney]. Seria a mesma cosia que exigir da minha filha, que é psicóloga, que seja ambientalista, porque eu discuto estes temas. Ele é alguém que vem da política tradicional, que de fato tem uma relação verdadeira com essa agenda do ambientalismo"


Saída do PT e candidatura presidencial

“Acho que, num determinado momento, você tem que desequilibrar as estruturas. Você acha que eu, como militante da sociedade, ia buscar o terceiro mandato como senadora? A minha decisão foi, depois de 16 anos, de não tentar. Estava participando de um movimento chamado Brasil Sustentável, estávamos criando o Instituto Democracia e Sustentabilidade, que presido e do qual vou me afastar agora. Daí, veio o convite do PV, que me deu a possibilidade de fazer uma revisão programática do partido e colocar a sustentabilidade como eixo estratégico. Tomei a decisão em três fases. Primeiro saí do PT, depois me filiei ao PV, depois decidi se seria candidata à Presidência da República"

“Eu deixei o PT por ele não assumir a bandeira da sustentabilidade como eixo estratégico da sua atuação. A questão da ética eu sempre defendi e iria continuar defendendo dentro do partido. As generalizações que são feitas são injustas com o PT. As pessoas que erraram devem pagar o preço, devem ser punidas. Mas não se deve haver generalização. Não vejo fazerem essas generalizações com o Democratas, com o PSDB. Por que com o PT? Não é porque eu sai do PT que eu vou fazer esse discurso fácil. Eu combatia os problemas éticos dentro do PT. Como vou combater de dentro do PV”

“Eu acho que essa coisa de [dizer que a candidatura é para] marcar posição, existe um grupo que é interessado em plantar esse joio. Mas acho que 12% já uma posição bem marcada. E isso é apenas o começo”


Propostas de governo

“Eu tenho uma posição contrária [ao uso de energia nuclear]. É uma energia cara e não é segura. Nós temos fontes que são renováveis, limpas e seguras e igualmente caras. E para uma fonte cara que não é segura é melhor colocar biomassa eólica”

“Educação é uma prioridade. Uma prioridade, como direito e como alavancagem da dinâmica de desenvolvimento. Entendendo que, para isso, vamos ter de investir mais e melhor, apostando da educação infantil e universidade. Valorizando os professores num processo de formação continuada e restabelecendo o valor simbólico que tem o professor. É um problema grave essa falta de valorização econômica e social do professor”

“A escola de tempo integral tem uma grande contribuição. Nós temos que ter sistemas mistos, mas a escola de tempo integral ajuda e favorece. Entendo a escola de tempo integral não como um depósito de crianças, onde os agentes parentais não são responsáveis por relações efetivas que essas crianças que precisam ter. Mas como um espaço onde a criança pode ser estimulada, onde essa criança pode ser melhor recebida na ausência desses agentes parentais”

“Eu defendo uma reforma da segurança pública no Brasil. Qualquer coisa que se faça em cima dessa base, que está completamente deteriorada. Qualquer estrutura a ser criada pressupõe esse saneamento. Hoje, no Brasil, temos quase uma esquizofrenia entre esses sistemas, que não conseguem se comunicar e criar essas sinergias”

“[Defendo a] implementação de Sistema Único de Saúde. Não basta mais dinheiro, tem que ter a qualidade desses investimentos. Eu acho que, se nós viabilizarmos a emenda 29, já vai favorecer muito a saúde. Pensar na saúde principalmente a partir do que é a concepção do SUS, que é atenção no atendimento básico"


Lista cívica e Constituinte

“A idéia não é minha. Essa idéia é do senador Pedro Simon. Ele sugeria que se fizesse uma Constituinte exclusiva para as reformas que não saem. Eu defendo a criação de um modelo novo, uma lista cívica como acontece na Itália. Candidaturas avulsas. Falando hipoteticamente, seria possível sair candidato sem vinculo partidário, para defender o que você acredita, uma forma de oxigenar. O que não podemos é nos conformar com a ideia de que as reformas são importantes. Os candidatos vão para o  debate e quem ficou 16 anos no governo diz que vai fazer a reforma. Depois, pede mais quatro anos para fazer o que não deu para fazer"

"Sempre defendi que essas reformas fossem feitas. E não é por ter estado no governo, sem poderes para isso, defendendo isso, que eu iria sair e ficar amordaçada. Senão, a vida pararia por aqui, né? Há vida após PT"

1 de jun de 2010

A sujeira já começou a aparecer

Notícia do Globo já nos dá uma visão do que poderia ser um futuro (DES)governo da dona Dilma a frente da presidência da república: corrupção e vantagens para os amigos, assim como foi em parte, o governo Lula.
Agora que a campanha oficial ainda nem começou, já começaram a pipocar os escândalos, tanto é que ela já afastou um de seus colaboradores para "preservá-lo". A matéria de O GLOBO pode ser lida aqui e fala sobre a participação de publicitários na elaboração/compra de dossiês para tentar derrubar o candidato Serra. Ocorre que, segundo a matéria, a empresa de publicidade tem fortíssimas ligações com um tal Bené que é dono da Dialog uma empresa criada em 2004 (há apenas 6 anos) e que no ano passado faturou R$ 42 milhões. Investigada e afastada por irregularidades, a Dialog recebeu neste ano (mesmo com contratos suspensos) ,  R$ 1 milhão dos Ministérios da Cultura e Cidades.

Mais é menos


Muito legal a campanha "MAIS É MENOS" do Instituto Akatu.
Se todos nós conseguissemos compreender e aderir realmente com práticas menos nocivas e atitutes mais preservacionistas, talvez nosso mundo não estivesse tão comprometido.